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capebalo
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Café: Associação Americana do Coração revela a quantidade ideal de xícaras por dia para melhorar a saúdeConsumir até 400 mg de cafeína por dia, o equivalente a cerca de cinco xícaras de 240 ml de café, é seguro e parece estar associado a um menor risco de doenças cardiovasculares ^20/07/2026 09h28 Atualizado 20/07/2026 09h34^ Associação Americana do Coração revela a quantidade ideal de xícaras de café por dia para melhorar a saúde. Entre as bebidas mais consumidas do mundo, o café está presente na rotina de quase todos os brasileiros. Cerca de 96% da população recorre a uma xícara diariamente, segundo levantamento do Instituto Axxus encomendado pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). E, para muita gente, uma só não basta. Quase metade (44%) diz tomar entre três e cinco cafezinhos por dia. Mas isso faz bem para a saúde? Qual o limite? Uma nova declaração científica da Associação Americana do Coração (AHA, da sigla em inglês) traz a resposta. Os responsáveis fizeram uma revisão dos estudos mais recentes conduzidos sobre o tema e concluíram que consumir até 400 mg de cafeína por dia, o equivalente a cerca de cinco xícaras de 240 ml de café, é seguro e parece estar associado a um menor risco de doenças cardiovasculares. O documento foi publicado na revista científica Circulation nesta segunda-feira. "A cafeína consumida por meio do café faz parte da rotina diária de milhões de pessoas e, em nossa revisão das pesquisas mais recentes, constatamos que, para a maioria dos adultos, a ingestão de até 400 mg de cafeína por dia, o equivalente a até cinco xícaras de café com cafeína sem adição de açúcar ou outros ingredientes, é segura e não aumenta o risco cardiovascular. No entanto, altas doses de cafeína, como as encontradas em bebidas energéticas e 'energy shots', podem ter efeitos prejudiciais ao coração e devem ser evitadas”, resume Gregory M. Marcus, professor de Medicina da Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF) e vice-chefe de pesquisa em cardiologia da UCSF Health, que coordenou o grupo responsável pela elaboração da declaração científica, em comunicado. Para chegar às conclusões, os autores analisaram as evidências mais atualizadas sobre o café e o possível impacto da cafeína no risco de hipertensão arterial, colesterol, diabetes tipo 2, doença arterial coronariana, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca, fibrilação atrial, outras arritmias e diferentes condições cardiovasculares. Foi considerado que uma xícara de café coado tradicional normalmente contém entre 9,4 e 20,6 mg de cafeína por 30 ml da bebida. De um modo geral, o consumo de café com cafeína sem adição de açúcar, aromatizantes ou creme foi associado a um menor risco de diabetes tipo 2, doenças cardíacas, AVC, insuficiência cardíaca e alguns tipos de arritmias. Ensaios clínicos randomizados, considerados o padrão-ouro de pesquisa, também mostraram um menor risco de fibrilação atrial, embora tenham sugerido maior ocorrência de contrações ventriculares prematuras. "Embora as pesquisas sugiram que o consumo de cafeína possa estar associado a alguns benefícios cardiovasculares para determinadas pessoas, é importante lembrar que não existe uma estratégia única que sirva para todos quando o assunto é consumo seguro de cafeína. As pessoas respondem de formas muito diferentes à substância, dependendo de fatores como idade, medicamentos em uso, condições de saúde, genética e velocidade de metabolização. O que é uma quantidade razoável para uma pessoa pode provocar efeitos indesejados em outra, como palpitações, ansiedade ou alterações do sono. Por isso, é importante observar como seu organismo reage à cafeína e conversar com a equipe de saúde para definir o que é mais adequado para você", acrescenta Marcus. Segundo os pesquisadores, a adição de açúcar, xaropes saborizados, leite e creme provavelmente reduz os benefícios observados Oà saúde. Além disso, a ingestão de níveis elevados de cafeína, como os encontrados em bebidas energéticas, foi associada a danos cardiovasculares, incluindo maior risco de hipertensão e alterações do ritmo cardíaco. Os autores também destacam que são necessárias mais pesquisas para investigar os efeitos de diferentes tipos de produtos com cafeína. Em relação a chás, por exemplo, há menos estudos, porém as evidências sugerem também um menor risco de fibrilação atrial, insuficiência cardíaca e AVC. No entanto, bebidas energéticas, barras energéticas, géis e suplementos à base de cafeína frequentemente contêm outros ingredientes que podem aumentar a absorção da cafeína, acelerar seus efeitos no organismo, elevar a pressão arterial e ampliar o risco de danos cardiovasculares. Impactos específicos da cafeína na saúde
Os autores destacam que estudar os efeitos da cafeína sobre o sistema cardiovascular é um desafio, pois os efeitos observados podem ser consequência de outros compostos presentes no café. Estudos experimentais sugerem, por exemplo, que substâncias bioativas do café possuem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, o que pode explicar parte dos benefícios à saúde Além disso, é difícil separar os efeitos da cafeína dos de ingredientes frequentemente adicionados ao café, como leite, creme, xaropes saborizados e açúcar. Outro fator é que a maioria dos estudos sobre cafeína é observacional, o que impede estabelecer uma relação direta de causa e efeito. |
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