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Acesso de crianças ao Instagram e Facebook
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Vilna lemmy.pt Vilna@lemmy.pt
Joined: 2024-01-22
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Pelos vistos entre entre 10% e 12% das crianças com menos de 13 anos utilizam o Instagram e o Facebook.

A Meta tem responsabilidade isso é claro, mas e os pais?

Então os pais optam por dar um smartphone a uma criança "bem menor" e deixam instalar tudo sem questionar o mínimo que se encontra nos Termos de Utilização? É verdade que eu também não os leio na íntegra e acredito que ninguém os leia, mas temos de perceber e principalmente aceitar que não é tudo direcionado para todas as idades. Fora do digital também é assim, as crianças não podem fumar, beber, conduzir, etc.

Restringir não é a solução? É sempre melhor conversar, sensibilizar e acompanhar? Bom, é relativo. Eu acho que há coisas que as crianças simplesmente não podem fazer, mas que a determinada altura e aos poucos vai sendo desbloqueado.

E por aí o que acham desta velha problemática?

4   Original
mitram lemmy.pt mitram2@lemmy.pt
Joined: 2023-08-06
#2 · (edited) Quote Reply

Acho que crianças devem ter acesso vigiado e acompanhado às redes sociais, mas não acredito que a solução passe por acabar com a privacidade online.

Forçar a associação de dados pessoais imutáveis a uma conta da rede social (para verificação de idade) é mais um passo para a monitorização constante e sistemática da população.

Que se eduque os pais/comunidade envolvente e que lhes seja cobrada a responsabilidade de proteger os menores.

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Ninguém lemmy.pt Ninguem@lemmy.pt
Joined: 2023-04-29
#3 · (edited) Quote Reply

É uma questão importante. E talvez defina um "estilo" de fazer as coisas, portanto, deve haver quem tenda para um extremo e quem tenda para o outro.

Pessoalmente, acho que "criança" não tem querer. Não é maldade minha nem egoismo - imagine-se "criança" como um espectro que pode ir do muito infantil até ao adulto e "ter querer" que pode ir do não ter sequer direito a opinião até impor-se a si próprio restrições.

"Criança", nestes termos é aquele que como o chocolate enquanto houver chocolate. É responsabilidade dos pais não lhe darem todo o chocolate que a criança quer até que ela própria consiga controlar eficazmente o chocolate que consome.
Esta "framework" permite considerar criança alguns "adultos" que não se conseguem coibir de consumir dopamina (muitos adultos) e "adulto" algumas crianças que são bastante razoáveis.

Mas o bom senso é variável, dinâmico e difícil de acordar.

Um argumento de vários pais é que não conseguem resistir à pressão social para satisfazer a "vontade de comer chocolate" da criança - dizer não pode custar muito e alguns pais não se conseguem impor limites a si próprios (impor-se a si próprio dizer não à criança). Então pretendem que lhes seja barrada a hipótese de dizer sim obrigando que sejam as empresas a controlar o acesso às redes (é como colocar um cadeado no frigorífico). O problema é que esse cadeado erode a privacidade de toda a gente.
O que eu acho (!) é que tem de se impor às empresas que cumpram regras de saúde digital (impedir certos procedimentos como dark patterns e promoção de comportamentos aditivos) e educar os cidadãos para a necessidade de ter uma dieta digital saudável.

Um pouco como o que se faz com a alimentação e com o tabaco. O problema é que com a alimentação não temos tido assim muitos bons resultados, pois não?... Tanto piores resultados quanto menos educação existir.

Gostava muito de discutir isto numa mesa de café!...

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